Shalom, Terráqueos!

O episódio começa com as meninas conversando na escola enquanto Akina está entendiada , largada na mesa sem motivação nem pra comer um belo macarrão. Até que ela fala que está com saudade do Bucchi, o representante de saúde por quem ela é apaixonada. Ela chega a dizer que a Poemu tem muita sorte pois Sakuradaimon está sempre no portão da escola, todas as manhãs e já ela tudo o que tem é uma foto pra qual ela olha uma dezena de vezes ao dia.

Então suas amigas muito animadas pra cuidar da vida dos outros tem a brilhante ideia de ajuda-la. Elas resolvem levá-la a enfermaria e dizer que ela torceu o tornozelo na aula de educação física e tudo parece ir muito bem. Bucchi pega o pé de Akina começa a analisar, acaraciar enquanto procura o tal machucado,  mas tudo acontece TÃO rápido que Akina em segundos vai de abstinência de Bucchi para uma OVERDOSE de Bucchi, surta e acaba dando um baita de um chuta na fuça do “crush” e as 3 saem correndo da sala.

Mas a missão ainda não acabou, pois elas podem pelo menos tentar conseguir uma nova foto do Bucchi para que Akina possa ficar olhando algumas dezenas de vezes ao dia. Mas ela tem a brilhante ideia de tirar a distância, então bem na hora do Click Sakuradaimon aparece. Outro click e novamente ele está lá, isso acontece algumas vezes até que Poemu chega na voadora e Bucchi percebe as meninas no cantinho.

Akina vai pra casa triste com seu sorvete pensando em todo fracasso que teve até que esbarra em uns cara estranhos e mau intencionados. Ela cai e seu sorvete também. Eles se aproximam todo na maldade, mas antes que possa chegar mais perto eis que surge como um Superman, Bucchi a pega pela mão, levanta já trazendo em direção ao seu peito e diz aos desocupados “O que pensam que estão fazendo com a minha parça, seus malditos?”  O que bota os cabras pra correrem na mesma hora. 

E os sonhos de uma adolescente acabam aqui? Não, nosso superman do sus japonês não para por aí, ele ainda a carrega nos braços para casa. No caminho ele explica porque ela cai tanto, mas isso a essa altura não importa, o que importa é que agora ela conseguiu a foto que tanto queria.


Aí o episódio vira e a gente descobre que tem uma visita aberta acontecendo na Komazawa High School. Alunos do ensino médio chegando pra ver como é a escola. Sakuradaimon, claro, está lá desde cedo. Provavelmente chegou quando ainda estava escuro. Provavelmente tinha uma lista de protocolos plastificada na mochila.

Poemu, por outro lado, está tentando ativamente não estar em nenhum lugar específico… porque a irmã dela vem na visita.

Riri. A irmã mais nova. Aquela que, no episódio anterior, funcionou como uma pequena bomba social sem nenhuma consciência do estrago que causava. A possibilidade de cruzar com ela no corredor claramente coloca Poemu em modo de fuga total — e a cena dela tentando calcular rotas de escape pela escola sem parecer suspeita é hilária de um jeito muito específico. É o tipo de coisa que só faz sentido se você conhece o histórico dessas duas.

Riri dá um perdido nas amigas e vai conhecer a escola, é nessa hora que vemos que ela não está indo pra essa escola só porque é perto de casa, mas porque tem um excelente clube de atletismo e ela como uma apaixonada pelo esporte quer fazer parte e nesse momento que ela conhece Kikuka.

Kikuka, como ela mesma diz no final da cena — é o tipo de presença que o anime usa pra revelar coisas sobre personagens sem precisar de um monólogo. Ela chega atrasada na visita aberta porque dormiu demais. Ela não tem vergonha disso. Ela está obviamente olhando pra tudo com olhos de alguém que já decidiu que vai estudar aqui, só tá confirmando os detalhes.

E aí ela encontra Riri. Não de propósito. Só acontece.

A conversa entre as duas é… delicada, na verdade. Pra um anime que passa boa parte do tempo sendo caótico e engraçado, esse momento tem uma textura diferente. Lily fala sobre o irmão — sobre como ele é sério, como não ria muito, e sobre como desde que entrou nessa escola voltou pra casa todo dia com história pra contar. Com o rosto animado. Com o nome de uma amiga que tem “um nome bonito e ridículo” segundo ela.


Enquanto isso, Sakuradaimon e Poemu estão novamente detidos, de recuperação de matemática, por algum motivo Poemu não parece se abalar tanto, apenas com o fato de que vai ter de chegar de fininho pra sua irmãzinha não perceber que ela está de recuperação.

Poemu entra na sala. Tudo deu certo, sua irmã não a viu e logo em seguida Sakuradaimon chega, mas pra surpresa dela, Akina e Tasaki também entram na sala. A tarde que era pra ser só os dois, agora virou algo dos quatro.

The Klutzy Class Monitor and the Girl with the Short Skirt Episodio 5 Review os quatro na sala e o encontro que nao aconteceu
The Klutzy Class Monitor and the Girl with the Short Skirt Episodio 5 Review - Férias de Verão, Irmãs Caçulas e o Encontro que não aconteceu 3

Daimo, no fim da visita, menciona com naturalidade que torce para que as duas irmãs entrem na escola no ano seguinte. Porque ficaria mais animado. Ele usa o plural. Mas a razão específica que ele desenvolve verbalmente fala muito mais sobre Poem do que sobre a situação em geral.

E você fica com aquela sensação de que ele vai passar a semana inteira sem perceber o que disse.

E que Poem vai passar a semana inteira pensando em outra coisa qualquer pra não ter que admitir que ouviu.


O episódio 5 de The Klutzy Class Monitor faz algo que poucos romances escolares têm paciência de fazer: ele adiciona uma personagem nova sem esvaziar as que já existem. Lily/Kohina chega com uma história própria — irmã dorminhoca, atleta de verdade, socialmente direta de um jeito que vai colidir com pelo menos quatro personagens principais em algum momento — e já no primeiro episódio você sente que ela pertence a esse mundo.

Além disso, o episódio abre espaço pra uma cena de Hōmu que é pequena mas importante: ela, no corredor, sozinha por um segundo, ouvindo sobre si mesma através da irmã de Lily sem saber que está ouvindo. Sem saber que é ela. E continuando o dia normalmente.

Que é exatamente o que Hōmu faria.


🔥 THE KLUTZY CLASS MONITOR AND THE GIRL WITH THE SHORT SKIRT — EPISÓDIO 5

O que a série realmente faz é usar a comédia como véu fino o suficiente pra você ver tudo que está embaixo — os sentimentos não ditos, os padrões que as pessoas carregam sem perceber, as pequenas revelações que acontecem quando ninguém está prestando atenção.

E o que isso significa é que você ri, mas você também sente. E quando o episódio acaba, você não sabe bem onde um termina e o outro começa.