Eren the Southpaw Episódios 2 e 3- A Arte Dói, a Vida Mais Ainda? O Surto do Instrutor!

Shalom terráqueos! Se você está aqui, provavelmente está se perguntando se o Episódio 2 de Eren the Southpaw entregou a dose de drama artístico que a gente esperava ou se Koichi finalmente aceitou que dói menos encarar a realidade. E a resposta é: sim, entregou, mas com um soco no estômago que nem o próprio Eren, nosso prota canhoto, conseguiria dar. Prepare-se para uma montanha-russa de expectativas frustradas e verdades amargas sobre o mundo da arte e da vida adulta!

O Eco do Passado e a Maldição da Mão Esquerda

Logo de cara, o episódio já nos joga em um surto total de flashbacks na casa de Eren, com vozes se sobrepondo em um coro de pressão e sacrifício. “Só mais um pouco”, “Me deixe tentar”, “Eu só penso em mim mesmo” – parece a trilha sonora da vida de qualquer artista tentando sobreviver. Tem até uma voz mencionando um filme vendido, o que já sugere um sucesso artístico, mas também o lado sombrio de artistas que “arriscaram a vida” e “morreram enquanto desenhavam”. Honestamente? Isso já estabelece um tom intenso, mostrando que a arte não é só flores, é sangue, suor e lágrimas. E para Eren, parece que é ainda mais que isso.

O Guia Prático da Sayuri para Entrar na Facul de Artes (e a Passividade de Koichi)

Pulamos para a escola, onde a energia de Kato Sayuri é quase palpável. Ela tá no modo “planejamento estratégico” total, mostrando para Asakura Koichi um panfleto de um ateliê preparatório com avaliações top. Nosso prota, o mestre do sinal errado, apenas concorda passivamente, enquanto Sayuri detalha os desafios dos exames de admissão, os testes com tinta acrílica e as faculdades renomadas como Musabi e Tamabi (pra quem não pegou a referência, são como as USP’s e Unicamp’s das artes no Japão). Ela é a definição de “aceita que dói menos” e vai atrás dos objetivos, enquanto Koichi parece mais preocupado em entuchar um pão na boca.

O Ateliê Sombrio e a Revelação Chocante: Eren não é Aluna Comum!

Quando Koichi e Sayuri finalmente visitam o ateliê, o clima é outro. Não é a salinha de artes da escola, não. É escuro, sério, quase gótico. E quem eles encontram lá, pintando em um cavalete? Ninguém menos que Eren! Koichi, com seu nível de ilusão de mais de 8.000, fica chocado, afinal, Eren não participa do clube de artes. Mas o instrutor, um homem mais velho com uma sabedoria meio amarga, logo esclarece: Eren não é aluna do ensino médio. Ela é uma veterana da faculdade de artes que ele lecionou, e frequenta o ateliê desde criança! Pá! Na lata!

O Pacto do Passado: “Me Mostre o Mundo Que Vê”

A história de Eren com o ateliê se aprofunda em um flashback emocionante. O instrutor, mais jovem, se oferece para cuidar de uma Eren criança, ensinando-a a pintar. Ela, com a curiosidade típica de uma criança prodígio, pergunta por que as pinturas dele têm poucas cores. A resposta dele é um pacto quase mágico: ele a ensinaria tudo o que ela quisesse, se em troca ela lhe mostrasse “o mundo que vê”. De volta ao presente, o instrutor elogia uma obra-prima de Eren, mas ela responde friamente que não pinta mais. O cabra fica a refletir que ela devia amar a arte genuinamente. Algo aconteceu para que esse amor se transformasse em gelo.

A Porrada do Instrutor: Manga é Legal, Mas Não é Arte Acadêmica!

E a porradaria verbal continua! O instrutor decide que é hora de descer a lenha no desenho de Koichi. Ele critica o estilo de contorno, influenciado por mangás, afirmando que isso impede o progresso no desenho acadêmico, que exige a construção de formas com planos. É aquela velha briga: arte “popular” versus arte “séria”. Ele chega a dizer que, ironicamente, o amor de Koichi pela pintura está atrapalhando sua evolução. O instrutor desabafa, dizendo que não quer mais ver sonhos terminarem. É nesse momento que Eren, que ouvia tudo, se levanta abruptamente e sai sem dizer uma palavra. Koichi e Sayuri ficam confusos, mas a gente já sabe que essa declaração mexeu com algo profundo nela.

O Talento Que Não Garante Nada e a Doença do Mestre

O instrutor, um careca de óculos escuros que agora conhecemos como “o Gakucho”, não alivia. Ele diz a Koichi que ele acredita demais no próprio talento e que ele não acredita em um mundo onde o esforço é recompensado. “Me irrito com pessoas como você”, ele solta. Que tapa na cara! Enquanto Koichi e Sayuri tentam digerir isso, Eren está em um corredor escuro, lembrando as palavras do pai sobre o esforço não garantir o sucesso – um medo que a assombra. Ela tenta visitar o ateliê, mas descobre que o Gakucho está no hospital com uma doença nos olhos. Mais uma camada de drama e realismo.

O Vazio Canhoto e a Prece do Pai: “Sua Mão Esquerda é Especial”

Koichi encontra Eren no ateliê e, com a inocência de quem ainda não entendeu o buraco, pergunta se ela voltou a ter vontade de pintar. A resposta de Eren é um “Impossível” gelado. E então, somos jogados em um flashback caótico, onde a voz do pai de Eren ecoa: “A mão esquerda dela é especial e diferente da dele”. A palavra “Eren” é repetida, quase como um mantra ou uma maldição, e o pai a incentiva a arremessar com a mão esquerda, “como um jogador de beisebol”. É uma sequência visualmente fragmentada, que mostra a pressão absurda e o conflito interno que a menina sofreu. A voz do pai se torna uma prece, pedindo a qualquer divindade que ajude sua filha. É de partir o coração.

A Proibição e o Nascer do Sol Agrodolce

De volta ao presente, o Gakucho não perde tempo e proíbe Koichi de desenhar por um tempo, instruindo-o a tirar fotos como referência. A arte, para ele, não é só técnica, é também sobre enxergar o mundo. Sayuri, no modo galã ativado (mas só pra ela mesma), se oferece para acompanhá-lo.

Koichi e Sayuri vão fotografar o nascer do sol, e entre conversas sobre seus nomes (Koichi, nascido de manhã; Sayuri, inspirada em uma atriz), a garota decide se declarar. Mas, claro, nosso prota, com sua mente em outro planeta, está distraído com a câmera e o sol. A cena é brutalmente interrompida por um flashback de Eren: seu pai morreu na mesma hora do dia, ao amanhecer, e ela se sente presa àquele momento, mesmo dez anos depois. Que gancho trágico!

O “Eu Gosto do Seu Trabalho” e a Volta por Cima (Ou Nem Tanto?)

Sayuri termina a declaração com um “gosto do seu trabalho”, e Koichi, ainda distraído, agradece a companhia. O nível de ilusão de mais de 8.000 dele é tão alto que ele nem percebeu a indireta direta! Enquanto isso, Eren reflete sobre não ter acreditado no pai. Em seguida, Koichi e Sayuri discutem a morte de Yamagishi, percebendo que talvez não tenha sido suicídio. De volta ao ateliê, Koichi decide voltar a desenhar, afirmando que já é tarde demais para hesitar. Nosso prota finalmente tomando uma atitude!

A Pioria e a Inspiração Canhota: “O Problema Sou Eu”

Koichi mostra seu novo desenho ao Gakucho, que, com sua delicadeza habitual, diz que ele piorou e que Koichi se satisfaz muito rápido. Ele vai embora, deixando Koichi frustrado. Sozinho, Koichi lamenta não ser notado e se pergunta se teria sido melhor se fosse canhoto, como “ele” (provavelmente o Basquiat de Yokohama, uma referência a um artista lendário que pintava com a mão esquerda). Mas então, ele encontra um panfleto de exposição e vê uma obra que o inspira, percebendo que o problema não é ser destro ou canhoto, mas sim que ele se contenta com pouco. Finalmente, uma auto-reflexão profunda!

O Desafio Final e a Batalha dos Exames

O Gakucho, incansável, confronta Koichi novamente, dizendo que o problema é a falta de ambição e que ele o desafiará quantas vezes for preciso para ver até onde uma pessoa não genial pode chegar. Essa é a verdadeira “lição de mestre”! A cena avança para o dia do exame de admissão da faculdade de artes, com um fiscal anunciando que apenas 1 em cada 182 será aprovado. Koichi, agora focado, decide ignorar a concorrência e se concentrar em superar “ele”, o artista que o inspira. A jornada do herói está em pleno vapor!

O Começo de Outro Fim: A Vida Adulta Não é o Sonho

Koichi passa no exame! O Gakucho o parabeniza, mas logo solta a bomba: “aquilo não é a linha de chegada, nem mesmo a de partida”. Ele explica que a vida pode começar em momentos diferentes, ao ganhar ou ao perder algo. Corta para Koichi e Sayuri, agora na faculdade, caminhando sob as cerejeiras. Koichi declara que será um grande designer, e Sayuri brinca sobre ele querer namorar uma “gravure idol” (aqui no Brasil seria tipo uma modelo de revista). Koichi reflete que, até aquele momento, não sabia que podia viver sua vida por si mesmo.

Mas o episódio não nos deixa com essa alegria. A cena final salta para o futuro, mostrando um Koichi adulto, sobrecarregado e estressado em um escritório de design. Ele está recebendo ordens, fazendo alterações de última hora, um cenário que muitos de nós conhecemos. A voz em off de Koichi reflete sobre sua situação, concluindo com a frase que é um soco no estômago: “Há uma coisa que eu sei com certeza… Minha vida ainda não começou de verdade”.


O Que Esse Episódio Faz Bem

Esse episódio é uma masterclass em desenvolvimento de personagem e realismo. Ele pega o clichê do “sonho de entrar na faculdade de artes” e o transforma em algo muito mais complexo e agridoce.

  • Desenvolvimento de Koichi: Vemos ele evoluir de um garoto passivo para alguém que busca o autoconhecimento e a superação, mesmo que a vida adulta mostre que a “linha de chegada” é uma ilusão.
  • O Mistério de Eren: Aprofunda a tragédia de Eren, mostrando o peso da expectativa e da perda em sua vida, especialmente com a questão da “mão esquerda” e a morte do pai. É uma trama secundária que rouba a cena.
  • O Instrutor Realista: O Gakucho é o anti-mentor perfeito. Ele não adoça a pílula, mas suas críticas duras são o catalisador para o crescimento de Koichi e a reflexão sobre o que realmente significa ser um artista.
  • Final Impactante: O salto temporal para a vida adulta de Koichi é um choque de realidade. Não é o final feliz que esperamos, mas sim uma reflexão sobre a busca incessante por um “começo de vida” que talvez nunca chegue da forma idealizada. É um tapa na cara para quem acha que entrar na faculdade resolve tudo. 🔥

O Que Esperar do Próximo

Com esse final, a gente fica com um monte de perguntas. O que será de Koichi agora que ele percebeu que a vida “começa de verdade” em outro lugar? Ele vai encontrar a satisfação na arte, ou vai se resignar a ser um designer frustrado? E Eren? Será que o trauma do passado será superado, ou ela continuará vivendo presa à sombra de seu pai e de sua “mão especial”? Precisamos ver como a história vai explorar essa dicotomia entre o sonho e a dura realidade, e se Koichi terá a coragem de redefinir o que significa “começar sua vida de verdade”. Eu, particularmente, estou ansioso para ver se ele vai encontrar a sua própria “mão esquerda” figurativa.